É só descer à praceta aqui ao lado de casa e tenho um carrinho de gelados deluxe - morango com pétalas de rosa, tangerina, chocolate suíço ou "dulce de leche" (uma espécie de gelado de baba de camelo)... mnham, mnham!
18 July 2007
Aquí no hay playa
Aquí no hay playa - Los refrescos (1989)
Madrid dá cabo de mim. Vou é dormir a sesta para não pensar muito no assunto (excelente o blog da Rititi).
15 July 2007
amigos que partem
David, Diogo, Fred, Patrícia, Jorge, Paulo, Gomes, Cédric, Viveiros, Pooja, Luís, Teresa e Gustavo...
Quando se vive fora, somos mais conscientes do tempo que passa. Talvez por isso, os laços que estabelecemos com os outros parecem ter mais intensidade e consolidar-se mais depressa. Somos uma comunidade móvel, um tanto precária. Sabemos há quanto tempo estamos fora, há quanto tempo chegaram os amigos, há quanto tempo não vamos "a casa", e sabemos também que há um tempo para partir, para voltar, ou para voltar a partir... para outra parte.
Uns partem, outros ficam, e outros ainda por chegar. Eu tenho saudades de todos.
Madrid me mata
"Madrid le absorbe a uno en su vorágine hedonista. Parece una ciudad empeñada en compensar que no tiene un río ni una playa como Dios manda."
Edward Owen, "Vaya País - Cómo nos ven los corresponsales de prensa extranjera", coord. Werner Herzog
30 June 2007
a República é laica

"O Governo aprovou a celebração de casamentos religiosos, com efeitos civis, a comunidades religiosas radicadas em Portugal há mais de 30 anos."
Mais aqui.
Se esta esquerda bem pensante prentendesse, de facto, acabar com as prerrogativas da Igreja Católica em Portugal, acabava com elas, em vez de andar a distribuir alegremente prerrogativas e benesses pelas demais confissões religiosas. De acordo com os valores laicos da República, consagrados na Constituição, revogem-se os benefícios fiscais concedidos à Igreja Católica, acabe-se com as aulas de religião nas escolas públicas, proceda-se à revisão da Concordata com a Santa Sé, separe-se o casamento civil do casamento católico. Legisle-se no sentido de acabar com uma situação de favor mantida por razões históricas e sociais, não criando vários sucedâneos dessa mesma situação.
Não quero mal-entendidos. Casei-me segundo o rito católico, tenciono baptizar os filhos que vier a ter e educá-los em conformidade com esses valores. Não espero é que seja o Estado a dar catequese aos meus filhos. Os compromissos que assumo por convicção privada não têm que se traduzir numa obrigação de prestação pública do Estado. Nunca entendi porque é que há aulas de religião nas escolas, e principalmente nas públicas.
Sou católica mas acredito num Estado laico e não vejo incompatibilidade entre uma e outra coisa. Agora que andamos todos outra vez a falar do Tratado e da defunta Constituição Europeia, não posso deixar de insistir em que o que nos define verdadeiramente, o legado cultural da Europa para o mundo, não são tanto as suas raízes cristãs, mas a capacidade de traçar essa linha conceptual entre o Estado e a Igreja, entre o temporal e o espiritual, e de conviver com ambas as realidades sem sucumbir a uma luta de poder entre elas.
solstício de Verão
"Do you always wait for the longest day of the year and then miss it? I always wait for the longest day of the year and then miss it." (Daisy Buchanan)
The Great Gatsby, F. Scott Fitzgerald.
ainda o meu rico Santo António
Santo António foi um português com vocação universal. Deixou um legado espiritual notável, chegou a Doutor da Igreja e foi canonizado "enquanto o diabo esfrega um olho" (não resisti à blasfémia!). Em Portugal, no entanto, só conseguiu uma nota de 20 paus, não chegou nem aos 10 finalistas dos Grandes Portugueses e ainda lhe montamos aquela festa parola em Lisboa, cada ano mais parecida com um desfile de Carnaval.
Deve ser por isso que Santo António pregava aos peixes...
Santo António
"Para Inês,
o meu amigo e eu"
Agustina Bessa-Luís
Lx 7-6-2003
O meu autógrafo preferido, é bom ter amigos comuns.
o meu amigo e eu"
Agustina Bessa-Luís
Lx 7-6-2003
O meu autógrafo preferido, é bom ter amigos comuns.
férias grandes
8 June 2007
6 June 2007
conversas paralelas
Enquanto via a exposição, ouvi duas miúdas, que não teriam mais de 6 anos cada uma, a terem a seguinte conversa:
"- Mira, África es el segundo país del mundo...", hesitou, e corrigiu "- el segundo continente en el mundo con más gente!"
"- Con más africanos...", foi a resposta, ao que a primeira insistiu:
"- No. Con más gente!"
Exacto! Pessoas são pessoas, para lá de fronteiras, países ou continentes. Parece óbvio, mas às vezes é preciso insistir.
PHE07
África é o título da exposição que Sebastião Salgado organizou especificamente para o festival PHOTOESPAÑA, que celebra 10 anos. Trata-se de um conjunto de fotografias das séries relativas aos êxodos e ao trabalho, com textos do Mia Couto a acompanhar.
5 June 2007
toiros e cavalos ruços
and the winner is
1) Vaya País - Cómo nos ven los corresponsales de prensa extranjera, Werner Herzog (coord.), ed. punto de lectura;
2) El Corazón Helado, Almudena Grandes, ed. Tusquets;
3) Poema del Cid - Texto completo en castellano actual, ed. Castalia.
4 June 2007
feria del libro II
No meio do caos que é a feira do livro de Madrid - as bancas não estão organizadas apenas por editora, mas também por livraria, com os 10 mais vendidos a repetirem-se um pouco por toda a parte - encontrei, para minha surpresa, estes bonitos livros:

A imagem ficou cortada, mas o cavalheiro está a beijar a mão da senhora em atitude galante... muito apropriado para quem conhece a história do Alves & Cia. Serão assim tão caros os direitos de autor para uma imagem apelativa à época e temática queirosianas? Ou será que afinal nós gostamos mesmo é de ver o Eça a espreitar de dentro do Q de Queirós?!

Confesso que acho o Saramago um bocadinho irritante, mas irrita-me ainda mais a forma como em Espanha o tratam, como se fosse prata da casa.
Só por curiosidade, são edições de bolso. Já temos edições de bolso do Saramago em Portugal? É que aquelas capas "beige burguês" não me parecem muito apropriadas para o autor em questão...
1 June 2007
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